Justiça determina uso de tornozeleira eletrônica para condenado por violência doméstica no Acre

Justiça determina uso de tornozeleira eletrônica para condenado por violência doméstica no Acre

Justiça determina uso de tornozeleira eletrônica para condenado por violência doméstica no Acre
Justiça determina uso de tornozeleira eletrônica para condenado por violência doméstica no Acre (Foto: Reprodução)

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) decidiu, por unanimidade, determinar o uso de tornozeleira eletrônica por um homem condenado por violência doméstica contra a companheira. A decisão ocorreu após recurso apresentado pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC). 


O homem foi condenado por lesão corporal e ameaça, crimes praticados contra a companheira em dezembro de 2025. A pena estabelecida foi de dois anos e dois meses de reclusão, inicialmente em regime aberto.


O MPAC recorreu da sentença para solicitar a inclusão do monitoramento eletrônico entre as condições para o cumprimento da pena. Segundo o Ministério Público, a medida amplia o controle sobre o cumprimento das determinações judiciais e pode contribuir para a proteção da vítima.


Câmara Criminal acolheu pedido do MPAC

O recurso teve como relator o desembargador Samoel Evangelista, que defendeu a inclusão do monitoramento eletrônico entre as condições impostas ao condenado.


Os demais integrantes da Câmara Criminal acompanharam o voto do relator, e a decisão foi aprovada por unanimidade.


Durante a análise do recurso, o desembargador citou entendimentos do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre o uso de tornozeleira eletrônica no cumprimento de penas em regime aberto e em casos relacionados à violência doméstica.


Monitoramento permite criar área de proteção

O equipamento utiliza tecnologia de GPS para acompanhar o cumprimento das condições determinadas pela Justiça.


Quando é estabelecida uma área de proteção para a vítima, o sistema consegue identificar uma eventual aproximação do monitorado e emitir alertas para a central responsável pelo acompanhamento.


Conforme as informações do processo, se a permanência na área restrita continuar, o sistema pode emitir um alerta de nível mais elevado, permitindo o acionamento da Patrulha Maria da Penha e a adoção das medidas previstas.


A tornozeleira também registra possíveis tentativas de rompimento do equipamento, descumprimento de horários e entrada em áreas proibidas. Os registros podem ser encaminhados à Justiça para eventual avaliação de novas medidas.


O acórdão foi publicado na última terça-feira (22), na edição nº 8.102 do Diário da Justiça Eletrônico, na página 21.

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